Cajueiro da Praia

Cajueiro da Praia é considerado um verdadeiro paraíso ecológico não só por suas praias, mas também pela diversidade de fauna e flora, cujos exemplares mais famosos são o peixe-boi e o cavalo-marinho. O nome da cidade está ligado a um pé de caju que ficaria em uma ponta de praia e servia como referência para quem passava na região. Atualmente, outra árvore também vem ganhando destaque no município: o Cajueiro Rei, que possui 8.810 m² e é considerado o maior do mundo. A cidade é também reserva de vida para animais como o peixe-boi-marinho, cavalos-marinhos, aves migratórias e diversas espécies de crustáceos e répteis que viraram atração de um turismo sustentável. O povoado de Barra Grande possui a praia que é uma queridinha dos kitesurfistas por seus ventos constantes e também por guardar o ar bucólico de vila de pescadores com pousadas de alto nível e arquitetura rústica. Outras práticas esportivas também estão em alta como o caiaque e o stand up padle (SUP), o remo em pé.

História

Cajueiro Da Praia é um município brasileiro do estado do Piauí. Sendo um dos 4 municípios do estado que são banhados pelo Oceano Atlântico... A origem do nome surgiu do grande número de cajueiros existentes, na sua praia entre eles, um frondoso cajueiro, cuidado com especial carinho por uma família de pescadores, pioneiros do lugar, denominaram o local pela sua vegetação tropicalista de Cajueiro da Praia. Sua população nasceu devido as constantes visitas de dois destemidos pescadores que vinham das bandas do Ceará, que costumavam pescar no seu litoral. Receosos da presença dos índios tremembés que naquela época habitavam no local, não ancoravam para conhecer de perto a riqueza natural dessa terra.

Os índios tremembés, foram os primeiros habitantes de Cajueiro da praia eram exímios pescadores e deixou sua arte como grande herança as gerações seguintes e ainda hoje é exercida com perfeição pelos habitantes, atividade que contribui no desenvolvimento do município. A origem do nome “Cajueiro da praia”, foi devido a existência de um grande número de cajueiros nativos.

Com o passar do tempo, descobriram que não havia mais permanência de índios e resolveram descer a terra firme onde encontraram muitos vestígios indígenas, panela de barro, potes, gamelas feitas de troncos de árvores e etc.

Esses desbravadores pioneiros da nossa região eram chamados de Profiro e Zé de Barro, trouxeram suas famílias iniciando assim, a nossa população.

Enriqueceram nossa lavoura com seus roçados e a partir daquela época muitas outras famílias de imigrantes do vizinho estado Ceará passaram a povoar nosso município.

E o belíssimo cajueiro regado por todos tornou-se o símbolo daquela hospitaleira terra que acabara de nascer, abrigando todos aqueles que à escolheram como berço natal.

Podemos descrever um pouco sobre a vida comercial do referido lugar, citando os grandes comerciais existentes como: João Jorge, Manoel Ricardo e Zé Ricardo.

Como a carência de médico era grande destacaram-se pelo serviço prestado às parteiras da época: Maria Josefa, Yan e Preta.

O folclore mais usado na região era Bumba-meu-boi e o reisado. O candomblé era praticado com intensidade. A religião predominante era a católica, apresentando uma grande religiosidade na realização do festejo Sagrado Coração de Jesus em uma antiga capela. Em 1934 foi construída a capela do Sagrado Coração de Jesus pela comunidade.

Com referência aos mortos podemos citar o primeiro cemitério localizado no povoado Morro Branco.

O lugarejo Cajueiro da Praia pertencia ao estado do Ceará mais graças a guerra dos Balaios entre os dois estados houve uma troca: Luiz Correia (município que pertencia Cajueiro da Praia) que era do Ceará passou a pertencer ao Piauí e Crateús município piauiense passou a pertencer ao Ceará.

Com relação a educação o 1º professor do lugarejo foi José Alexandre em uma escolinha montada pela colônia dos pescadores da época. Em 1969 construíram a Unidade Escolar Manoel Ricardo de Lima, em 1974 inicia-se outra escola, Unidade Escolar Joaquim Brito.

Como Chegar?

Carro: O automóvel é a melhor opção. Saindo de Parnaíba, a partir da Avenida Deputado Pinheiro Machado, contorne a rotatória da rodoviária e siga em direção à BR 402. Após passar do povoado Camurupim (aproximadamente 46 quilômetros), atravesse a ponte sobre o rio Camurupim e dobre à esquerda, seguindo por 18 quilômetros até a Avenida Gerardo Laura. Na entrada da cidade há uma rotatória com um Cristo.

De ônibus: De Teresina, a empresa Guanabara faz linha até Cajueiro da Praia saindo de Teresina no horário das 23h. É preciso consultar os dias em que a viagem ocorre.

Barra Grande

Barra Grande é o maior povoado de Cajueiro da Praia e até meados dos anos 2000 era uma pacata vila de pescadores. Sua transformação veio com a chegada das primeiras pousadas que exploraram o potencial desta área da costa piauiense que tem vento constante, e ótimo para o kitesurf. A chegada de empresários de outras cidades do Piauí, do Sudeste do país e europeus, causou uma grande mudança: surgiram pousadas e restaurantes de alto padrão com conceito rústico que buscaram integrar a sofisticação e o ar praiano local. Na localidade é possível praticar, além do kitesurf, sand up padle (remo em pé) e caiaque, esportes geralmente oferecidos pelas várias escolas ali instaladas. Muitos esportistas seguem velejando de Barra Grande até as praias de Luís Correia ou até mesmo ao Delta, entretanto, é recomendável contratar o suporte de uma equipe para auxiliar nessa travessia; o serviço está disponível em algumas escolas e pousadas.

Praias

Na sede do município existem as praias de Cajueiro de Baixo, utilizada bastante por pescadores, onde se pode aproveitar um mar tranquilo e ver a Ilha Dantas, onde é possível chegar a pé. A praia da Itam localizada mais acima, possui uma areia cheia de conchas e também é propícia ao banho. Entre as duas, seguindo pela orla, existe ainda um carnaubal e a Ponta do Barbaço, à qual possível chegar a pé com a maré baixa, mas é preciso ter cuidado com as pedras. Neste ponto, indo mais distante da costa, há uma região de corais. Ainda é possível fazer um passeio de barco até ao braço do rio Carpino, onde há uma praia deserta.

Cajueiro Rei

A mega-árvore surgiu por meio de um processo natural de multiplicação, por meio de clones em um processo chamado de alporquia, que acontece quando seus galhos tocam o chão e, após serem cobertos por terra, fazem nascer novas raízes, mantendo, ainda assim, a ligação com o tronco original. O vegetal se estende por 8.810 m² passando inclusive por propriedades privadas.

Cavalo-Marinho

A Rota do Cavalo-Marinho é um passeio mais tradicional de todos e é realizado nos mangues de Barra Grande, começando pelo igarapé Camboa. Durante o percurso, que dura cerca de duas horas, é possível visualizar o cultivo de ostras realizado pelos nativos, várias espécies de caranguejos, as quatro espécies de mangues (vermelho, branco, preto e de botão), aves migratórias, a garça azul, entre outros, e, claro, o cavalo-marinho. O peixe é muito delicado e se fixa nas proximidades da margem dos rios. Os guias vão capturá-lo, exibi-lo aos turistas e devolvê-lo ao seu habitat. Toda esta região faz parte da Área de Proteção Ambiental (APA) do Delta do Parnaíba.

No município está localizada a sede do Projeto Peixe Boi do Instituto Chico Mendes (ICMBio), que possui auditório e uma sala de ciências com mostras de animais encontrados na região, servindo de base para os estudiosos e para iniciativas de educação ambiental junto à comunidade. Partindo dali é possível realizar uma trilha com guias locais que passam pelo carnaubal, região dos sambaquis, atravessam uma parte de manguezal junto ao mar e chegam à praia da Itam.

Eventos

A cidade possui festas tradicionais com destaque para a Festa do Caju, em setembro, festivais de música e eventos esportivos.

Fonte:

Arte de rua

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